Restauração Digital de Fotografias Antigas e Danificadas. Imagens e texto original © MartaFotos.com

Veja também como conservar documentos e nossa seção de dicas!

Exemplo de colorização A restauração de obras de arte, utensílios e construções do passado sempre foi uma fascinante ocupação de muitos profissionais que ajudaram a trazer à luz os fragmentos do passado para que pudéssemos conhecer, entender e apreciar a História do Mundo. O mesmo acontece na multifacetada história da fotografia, onde profissionais de diversas formações se empenham nessa tarefa para recuperar fotos preciosas ou lembranças anônimas, mas caras ao coração.

Este tipo de restauração física requer uma formação especializada, pois utiliza diversas técnicas que exigem o conhecimento do uso de produtos químicos, ambientes de temperatura controlada e um conhecimento geral sobre estilos, de culturas e, em muitos casos, da própria História da Humanidade, conforme esta se divide em restauração de telas e afrescos, monumentos e estilos arquitetônicos de cidades inteiras ou de fotografias em papel. Com a chegada da revolução digital em todas as áreas, a manipulação de fotografias ganhou uma novo e poderoso aliado, pois com esse grande impulso, poderia-se, pela primeira vez na história, restaurar uma versão digital de uma foto sem a necessidade e o risco de se trabalhar em cima da foto física original, oferecendo ainda recursos consideráveis e impossíveis de se obter no mundo dito real. Fez-se assim uma distinção entre o mundo analógico e o digital, que progrediu rapidamente até o nível em que está hoje, embora muitos profissionais ainda prefiram o sistema antigo.

Entendendo o que vem a ser a restauração digital de fotos

A espera foi longa, mas a revolução digital finalmente chegou a um nível de precisão e qualidade que permite que se possa fazer praticamente tudo com um computador e uma visão treinada nas artes, possibiltando recursos que ampliam em muito o que se pode fazer com uma imagem. Mesmo assim, deve-se sempre saber equilibrar as ferramentas dois dois mundos, para só usar o que for melhor de cada um para um determinado resultado.

‘Real’ significa aquilo que podemos pegar com as mãos no mundo físico e ‘virtual’ significa tudo aquilo que só existe no fascinante mundo dos pixels, na tela de um computador ou em um holograma. Quem é fotógrafo ou trabalha com artes gráficas conhece o termo moiré que significa a retícula de diminutos pontos que formam uma imagem impressa numa revista, por exemplo, pontos que somam as cores de impressão Cyan(C), Magenta(M), Amarelo(Y) e Preto(K) conhecidas pela sigla internacional CMYK e que, juntas, formam qualquer imagem colorida impressa. Na película fotográfica, ou filme, podemos resumidamente dizer que as cores se formam por resultado da sensibilização de uma fina emulsão que recobre o filme pela luz no momento em que se bate uma foto. No filme que hoje chamamos de analógico ou convencional, não há pontos visíveis a serem vistos ou trabalhados, mas para se poder reproduzir tal imagem a cores de forma impressa, há a necessidade de se recompor essa gama de variações tonais e a forma de se fazer isso é utilizando o espaço de cor CMYK, que mencionamos acima.

Entram em cena os pixels. O termo cunhado do inglês, berço da informática mundial, vem de “picture”(simplificado como ‘pix’) e “element” (simplificado como ‘el’). Então, um Picture Element (Elemento de uma Imagem) é a menor porção de informação, ou elemento de uma imagem que pode ser visto, entendido, interpretado por um computador o que equivale a um ponto na tela, que na verdade é um quadradinho minúsculo. O computador é uma máquina que processa informações digitais, ou seja, de dígitos que são binários, em múltiplos de 8 chamados de bits. Por esse raciocínio simplificado, se vê que um pixel, ou ponto na tela de uma imagem, contém informação binária. Diferentemente dos pontos de retícula de impressão que são estáticos, parados na informação de tonalidade que contém, um pixel na tela é algo dinâmico e pode ser alterado infinitamente, sempre de forma fresca, pois suas cópias também podem ser infinitas.

Os pixels, agora que já nos tornamos mais íntimos, podemos dizer, são valores numéricos dinâmicos, ou seja, podem mudar constantemente, em tempo real, conforme a vontade do operador, pois são na verdade impulsos elétricos ‘vivos’. Vejamos como isso acontece: um monitor qualquer, não emprega o espaço de cor CMYK, mas sim o RGB (de Red/Green/Blue ou Vermelho/Verde/Azul) que, juntos, formam todos os 16.7 milhões de cores e os 256 tons de cinza (do preto absoluto ao branco) que um monitor pode mostrar e mesmo nisso há muita variação de monitor para monitor sem uma calibragem que se aproxime do real. O olho humano pode ver mais do que isso e por isso mesmo é com a visão do restaurador que a ferramenta computador tem seu melhor uso, reproduzindo as imagens com seu bom gosto, experiência e sensibilidade.

Os pixels contém então informação, seja de cor ou de tons de cinza, e essa informação é vital para como uma imagem qualquer seja mostrada na tela do computador, não importando se trata-se de uma foto, uma pintura, um jogo ou um vídeo. Então quando dizemos ‘digitalizar’ queremos dizer transformar uma imagem em pontos (pixels) binários que contém informação. Essa informação é a que será usada na restauração digital de fotografias.

Exemplo de restauração Naturalmente, fotos podem já ser digitais se foram tiradas com as modernas câmeras digitais, mas o que importa aqui para nós é a restauração de fotos antigas e/ou danificadas pelo tempo ou por outros tipos de danos e isso geralmente significa que o original está em papel.
A digitalização é feita com um scanner, um aparelho ligado ao computador que varre a imagem e a transforma em bits de informação, vistos na tela como pixels.

O processo digital também significa que se pode ter inúmeros recursos como, por exemplo, definir a resolução no momento em que se digitaliza a imagem, para garantir a máxima quantidade e qualidade de informação que cada pixel irá conter. Se pixels são informação, quanto mais, melhor, porém isso, como tudo, deve ser encarado com bom senso: se uma imagem é uma certa quantidade de bits, como vimos, um número muito grande deles (alta resolução) significará uma imagem mais ‘pesada’ ou seja, que requererá muitos recursos do processador do computador e memória para manejá-lo.

Do outro lado, temos fotos em baixa resolução que são ‘leves’ e podem ser perfeitas para se ver na tela, mas insuficientes para restauração e ampliação em papel. Quando isso acontece, dizemos que a foto está ‘pixelada’, ou seja, os pontos (quadradinhos) de tela estão visíveis, estragando a visualização da imagem e sua impressão.

A regra de ouro então é: escaneie sua imagem numa resolução alta, mas não demais (de 300 a 600 dpi – ou pontos por polegada) para obter boa quantidade de informação. A visão e a experiência do restaurador nesse caso também são importantes para saber julgar um original pelo seu estado e saber o melhor ajuste para escanear, preservando as informações originais ao máximo bem antes de iniciar a restauração.

Os scanners também são um assunto a parte, pois há diversos tipos e sua escolha também definirá como você irá capturar uma imagem para dentro do seu computador. Scanners comuns de escritório ou caseiros, servem para a maioria das fotos e são mais simples de usar e bem baratos, embora algumas marcas ainda tenham softwares sofríveis que além de lentos na operação do scanner, nem sempre são estáveis e não possuem todos os recursos que deveriam. Existem scanners mais profissionais hoje no mercado brasileiro para cada finalidade mas os preços são salgados: enquanto um modelo mais simples pode custar de R$200 a R$800, os profissionais e semi-profissionais podem começar em R$2.500, e chegar a bem mais de R$10.000. Estes permitem escanear grandes formatos (acima de A4) e possuem ótima definição e softwares com recursos profissionais, como se pode esperar por esses preços! Além disso, trabalham de diversas maneiras, como scanners planos de mesa ou os planetários que focalizam de cima e outros dedicados ao escaneamento de livros, painéis e posters grandes, plotagens e plantas, além de transparências e negativos. Nenhum deles faz tudo, por isso será preciso ter mais de um para cada caso. A escolha naturalmente depende do uso principal e seu custo-benefício. Como em tudo, é importante fazer testes antes de fazer uma escolha.

Uma vez dentro do computador, entram em cena os programas de computador que possibilitam a análise e as ferramentas para a restauração de uma foto colorida ou em tons de cinza. Diversos programas podem ser utilizados conjuntamente, não somente os da moda, pois cada um tem seus pontos fortes e o profissional não deve se limitar e sim explorar e saber usar os inúmeros programas (software) que existem. Além disso, há uma infinidade de recursos adicionais para efeitos especiais que são os filtros acrescentados ao programa principal para análise da composição de tons de uma foto, correção de brilho e contraste, histograma, corrigir perspectivas, efeitos especiais, alterar cores, matiz e saturação, ruído, extrair, mudar ou eliminar fundos e assim por diante para tratar cada aspecto a ser restaurado, desde poeira, riscos, rasgos, amassados, mofo e manchas diversas, a fotos desfocadas e até partes faltantes.

Em alguns poucos casos a foto não pode ser restaurada, por exemplo, se partes inteiras de rostos estão faltando e não há outra foto da mesma pessoa como referência. Mas na grande maioria dos casos, pode-se restaurar tudo isso além de corrigir a exposição da foto, devolvendo-lhe a vida enfim, até revelando partes antes escondidas e ainda tratá-la com técnicas de Pintura Digital e Colorizar fotos em branco e preto com belíssimos resultados. Como podemos ver, os recursos digitais transcendem em muito aquilo que se pode fazer apenas restaurando em cima da foto física, de papel, mais adequada à preservação de originais para museus, um trabalho valioso também, sem dúvida. Que nossos pais e avós pudessem ver isso hoje! Como podemos recuperar memórias hoje como nunca antes e de forma acessível a todos e com resultados muito satisfatórios para uma infinidade de usos: para livros, exposições, presentes especiais, álbuns de família, quadros e painéis, pôsteres e banners comemorativos, acervos de empresas, recuperação de fachadas e prédios e para decoração original de ambientes comerciais e residenciais. A restauração de uma fotografia pode levar desde umas poucas horas a muitos dias de trabalho de um único profissional, ou de uma equipe, dependendo da dificuldade, do tratamento desejado e da finalidade. Qualquer computador pode ser usado, mas o profissional dedicado investirá numa máquina robusta capaz de lidar com as imagens que restaura que é tão importante quanto saber configurá-la e mantê-la com proficiência para essa finalidade, o que juntamente com a visão e perícia do restaurador, faz toda a diferença. O legado e o conhecimento adquirido com a fotografia tradicional é, naturalmente, de grande importância, pois os fundamentos são os mesmos, acrescidos de diversas ferramentas novas do mundo digital. A formação de quem pretende trabalhar com Restauração Digital engloba tudo isso e mais a bagagem pessoal do profissional que deve ser variada e multidisciplinar. Essa é uma das diferenças entre o profissional e quem apenas mexe com os programas para essa finalidade. Outra diferença é a Ética do trabalho que o aspirante a profissional deve cultivar para sempre respeitar os limites e observar a relação cliente/profissional, com sensibilidade, bom-senso e confiabilidade. Outro aspecto curioso sobre o legado da fotografia tradicional é que mesmo que o sistema digital não use filme, o termo 'revelação' continua a ser usado por muitos, quando na verdade, só há uma ampliação em papel, não importando o tamanho!

Quando se fala em profissão, todos queremos saber algo sobre valores e como a pessoa interessada pode começar, não é mesmo? Bem, primeiro você precisa fazer um bom curso, a não ser que já seja "craque", não somente nos softwares de restauração como no uso do computador! Para isso recomendo o meu curso (!), depois, uma boa idéia é começar a restaurar fotos da sua própria família e amigos para praticar e adquirir confiança antes de atender clientes reais. Você pode trabalhar em casa como free-lancer ou como funcionário de uma casa de cine-foto ou para outro tipo de empresa, por exemplo. Divulgue seu trabalho localmente em sua cidade com folhetos e parcerias com lojas de cine-foto, photocópias etc., e vá formando sua clientela e reputação de trabalhos bem-feitos e prazos cumpridos. Quanto a valores, é importante frisar que isso depende da qualidade do seu serviço e também do grau de dificuldade de cada foto, pois não há como se ter tabelas fixas. Há profissionais, principalmente no exterior, que preferem fixar uma tabela genérica por dificuldade (baixa, média e alta) para satisfazer a curiosidade dos seus clientes, mas na nossa experiência, o que realmente vale para uma avaliação em que ambos os lados tenham um valor justo, é ver cada foto, a finalidade a que se destina e depois estabelecer um valor, que começa em uns R$40, cada foto e termina em qualquer valor acima disso, dependendo do que o cliente deseja. Fatores que influem nisso -além do grau de dificuldade do dano a ser corrigido- são a quantidade de pessoas numa foto, se haverá colorização ou recolorização, cenário, recomposição de fachadas complexas e assim por diante. A saída final é cobrada a parte do serviço de restauração em si (como papel fotográfico, paineis em MDF, álbuns, despesas de correios, etc.). O profissional também pode conceder descontos para quantidades e cobrar menos desse piso mínimo se também for fazer menos, isto é, sem restaurar realmente a foto, como apenas corrigir brilho/contraste etc., mas deixando isso claro ao cliente que deve saber pelo que está pagando. Hoje em dia, qualquer computador serve para começar, mas o aspirante a profissional deverá pensar em investir em uma máquina mais robusta com mais memória, uma boa tela widescreen, um scanner para negativos, etc.

Este trabalho dedicado vem sendo realizado por mim através do meu site www.martafotos.com há mais de 7 anos, onde reúno todos estes tipos de tratamento digital com o objetivo de alcançar os resultados mais agradáveis possíveis, fato que tenho conseguido como atestam os muitos clientes satisfeitos com o meu trabalho. Minha vivência passa pelo mundo do paisagismo e como pintora tradicional em tela e isso me ajudou muito na visualização que a restauração de fotografias requer. A disciplina e o trabalho no universo digital também não são ‘automáticos’ como podem pensar, nem fácil (os que usam computadores sabem como as máquinas são ‘temperamentais’) e requer dedicação, como eu disse, pois cada mancha e cada rasgo têm que ser eliminados manualmente e meticulosamente com as ferramentas digitais apropriadas. Acima de tudo, é necessário gostar do que se faz, é claro, senão será apenas um exercício de paciência que consumirá horas sem prazer ou realização e isso também transparece no trabalho final do profissional.

E com as facilidades do mundo moderno, nem é preciso mais sair de casa para se ter uma foto restaurada: basta me mandar por e-mail de qualquer parte do Brasil ou do mundo para ter uma resposta imediata. O envio da foto restaurada (como arquivo de computador) também pode ser por e-mail ou pelos correios no caso de ampliações em papel, painéis, retratos em canvas telado, álbuns e assim por diante. Fale comigo e o orientarei com muito gosto sobre a melhor forma de obter um bom resultado, os tamanhos viáveis para seu caso e muito mais. Trabalho com acervos familiares ou de empresas com diversos serviços que agregam valor ao trabalho de restauração em si devido a nossa formação como Estúdio de Comunicação, Ilustração Naturalista & Editorial e Tradução Nativa do Inglês em mais de 30 anos de atividades, um trabalho bastante diferente no Brasil, reunido em um só lugar e que convido a todos a conhecer pelos links no meu site.

Espero que esta introdução ao tema tenha sido interessante para você, pois o mundo das artes digitais é realmente fascinante e há muito para se ver e conhecer!

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Normas Técnicas para Conservação de Documentos. Gentilmente contribuído por B&C Acervos

É muito mais barato conservar do que restaurar documentos e bastam alguns cuidados para que eles se mantenham em perfeitas condições por longo tempo:

  • Arejar uma vez por ano os documentos e os livros entreabertos; se estiverem empoeirados, passar pelo verso e anverso das folhas um pincel macio, verificando o seu estado de conservação, a presença de insetos, detritos ou manchas. Se estiver rasgado evite a tentação de colocar fita adesiva, pois com o tempo o papel vai manchar definitivamente pelos resíduos da cola.
  • Manusear o papel sempre com as mãos limpas ou, dependendo do valor do documento, utilizando luvas de algodão. Não use a saliva para folhear os papéis, pois as manchas serão inevitáveis e irreversíveis.
  • Evitar a emolduração, especialmente entre vidros, pois vai ocorrer o envelhecimento rápido do papel pela ação da luz, além dos danos incontornáveis da temperatura e da umidade.
  • Evitar fornecer cópias frequentes dos seus documentos. Faça uma boa reprodução e, a partir desta, faça outras cópias.
  • Evitar fazer refeições manuseando papéis, pois estará presente o risco de sujá-los, ou, ainda, na presença de fungos ou outros microorganismos, haverá a sua contaminação.
  • Carregar os seus documentos usando uma pasta sintética do tipo “polionda” do tamanho adequado para comportá-los; não dobre o papel, pois haverá quebra das fibras que o integram.
  • Armazenar os seus documentos usando pastas sintéticas do tipo “polionda”, longe do pó, da umidade, da luz e do calor.
  • Ao manusear documentos sujos, contaminados por fungos ou com mau cheiro use luvas e máscara contra pó para a proteção da sua saúde.
  • Ao colecionar mais de um documento use clipes plásticos, não use clipes nem grampos metálicos, pois eles enferrujam.
  • Enrolar os documentos maiores do que o tamanho ofício sempre que não houver pastas para o seu tamanho; acondicione-os em sacos feitos de tecido de algodão.

Quando os seus documentos estiverem quebradiços, com muitos rasgões, amarelados pela acidez, manchados ou se a impressão estiver esmaecida, procure um restaurador profissional para lhe aconselhar sobre o melhor procedimento a adotar.

Estes textos visam proporcionar informação gratuita do interesse de nossos visitantes e assim podem ser reproduzidos para finalidades jornalísticas de divulgação citando a fonte e contendo nosso link. Para outros usos de texto e imagens, entre em contato primeiro!

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